terça-feira, 6 de abril de 2010

Tarde pra voltar

... Continuação

- Posso voltar?
- Agora?
- É.
- É tarde...
- É... Posso entrar?
- Não sei. Muita coisa mudou.
- Eu mudei.
- Eu também, melhor ficar aqui fora.
- Você queria que eu não fosse, lembra?
- Era cômodo, mas você me libertou...
- De que?
- De mim.
- Então é isso?
- Acho que é.
- Não posso voltar?
- Não quero que volte.
- É o melhor?
- É o melhor!
- Então até logo.
- Até nunca.
- Nunca é tanto tempo...
- E não é tempo suficiente.
- Tudo bem.
- Obrigada.

Acendeu a luz, entrou em casa e bateu a porta com a esperança de estar livre em fim. De finalmente conseguir parar de caminhar.

domingo, 18 de outubro de 2009

Better believe I'm fearless, fearless


Vivendo aquele momento em que nos tocamos de que fomos envolvidos por uma identificação profunda com outro ser, que se torna nosso espelho.
Amor em seu estado bruto, perturbador.
Um poder que nos retira de nosso controle e de nossa santa estabilidade, nos levando a experimentar sensações contraditórias de êxtase e ao mesmo tempo de frustração: o melhor e o pior do amor.
Não se sabe – ao menos não racionalmente – porque gostamos de algumas pessoas com tamanha força. Resta a nós vivenciarmos estas emoções, aceitando-as como partes necessárias ao nosso desenvolvimento de alma.
Acabamos entrando em contato não só com os aspectos mais belos e luminosos de nosso próprio ser a, mas também comnossa própria sombra...
- A relação oscila do amor mais intenso à raiva mais frustrante. -
... É necessário travar contato com a vulnerabilidade que transborda quando nos pegamos amando outro ser.
Percebemos a nós mesmos gostando da outra pessoa, mas quando gostamos demais sentimos um pouco de raiva, afinal de contas nos percebemos vulneráveis ao outro... E ninguém gosta muito de se sentir vulnerável, principalmente nos dias de hoje, que valorizam tanto o individualismo.

Amor e Ódio em seu estado bruto.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Boedromion




Finalmente setembro.









Sempre que posso to repetindo isso: 2009 já rendeu tudo o que tinha que render pra mim. Tá na hora de acabar, já deu! Por mim dormia hoje e acordava lá em dezembro.
Tudo nesse ano foi cansativo. A intensidade foi tão grande que já me desgastou. Cansei dos lugares...
das pessoas...
do clima...
da cidade...
cansei de mim!
Dois mil e nove me deu grandes alegrias, presenciou minhas maiores (e melhores!) transformações. Me deu muitas surpresas (inclusive em relação a pessoas, que mesmo de mundos/modos completamente diferentes do meu, me encantaram e encantam a cada manhã. Não é que o "etzinho" tá se encontrando?) E talvez por isso já esteja de saco cheio dele.
Quero novos lugares...
novas pessoas...
um novo clima...
viajar por outras cidades...
nascer de novo!
Quero dormir e acordar num outro ano, com novas espectativas. Quero aproveitar o verão enquanto posso. Tostar horas no sol e esquecer da vida, acordar tarde ou não dormir.
Tchau 2009, não quero mais você!

Fica aí uma música linda, cantada cheia de emoção.
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"Como é perversa a juventude do meu coração"
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domingo, 30 de agosto de 2009

I ♥ Post - it

quem me conhece sabe a minha loucura por post-it, a melhor invenção da 3M. Daí ontem achei na net esse video bonitinho todo baseado nessa minha paixão. Se deliciem a vontade :D

sábado, 29 de agosto de 2009

I believe I will dance



Your goals are just a thing in your soul aha
And you know that your moves will let them show

You keep creating pictures in your mind
So just believe they will come true in time

It will be fine
Leave all of your cares and stress behind and
Just let it go
Let the music flow inside forget all your pain
And just start to believe


Já falei dos meus medos, das experiências vividas, de coisas do cotidiano... mas em nenhum dos 13 posts passados, desde o dia 13 de julho até hoje, falei da minha maior paixão: a dança.
Essa foi a minha primeira relação de amor e ódio. Veio lá de criancinha quando disse pra mamãe que queria ser bailarina. Aí entrei no BBT e comecei a me apaixonar pela arte de dançar.
Não foi fácil pra uma garotinha de 5 anos ter que acordar as 5 da manhã pra passar kilos de pó, fazer um coque perfeito (cheio de gel), ter 40 minutos seguidos de alongamento e sentir dores terríveis nas pernas e pés no fim do dia. Tinha vezes que eu chorava, tinha raiva, não queria ir para as aulas. Mas aí meus pais me perguntavam "filha, você quer sair?" e eu respondia : "NÃO!"
E então veio o primeiro espetáculo. Ia dançar "O quebra nozes" em pleno TCA!!! Recebi meus primeiros aplausos, meu primeiro buquê de flores e, finalmente, me senti recompensada por todas as dores.
Ao longo desses 14 anos dancei outros espetáculos, torci muitos tornozelos, paguei muitos micos, tive que me acostumar ao cheiro do gel e do laquê e aprendi a amar outros ritmos (jazz, street, dança de salão) . Entendi o significado das palavras disciplina, persistência e superação.
Mas o que mais aprendi foi a não desistir dos meus sonhos, mesmo quando eles pareçam impossíveis. (Principalmente quando a medicina decide acabar com eles e dizer que você não vai mais poder dançar.) Enfrentei a tudo, batalhei pelo que amo e hoje, com muita paciência e disciplica, voltei a dançar! Claro que não com a mesma perfeição de antes, mas logo logo eu consigo... o importante é não deixar de acreditar e batalhar pelo que se quer!

"Dance: mesmo que não tenha onde, além de seu próprio quarto."



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Brilha, brilha estrelinha ♥



É muito bom perceber que mesmo estando tão diferentes e tão distantes (Argentina e Brasil) o amor ainda está lá.
Diferente, diferente... tão bom, sempre mudar!
E eu sou amor da cabeça aos pés, sempre, sem mudar!
Ela é minha estrela brilhante
Amiga dos desejos implícitos
Das frases fortes, dos retoques!
E a amo!

Na prática a teoria é outra...


O bom dos conselhos é ver como as pessoas que os dão não estão dispostas a segui-los. É bem mais fácil falar do que entender, é mais fácil falar do que sentir, vivenciar. Nós, seres humanos, temos a tendência de achar que entendemos tudo, quando na verdade não sabemos é de nada. E justamente por pensar assim é que damos conselhos. Claro que alguns são bem vindos pois são baseados em experiência vivida. Os conselhos de que não gosto são aqueles em que se julga mais a pessoa do que a compreende e tenta ajudar. E isso piora quando não se segue aquilo que se diz.
Não acredito que façamos isso por maldade (e aí eu me incluo no grupo dos que agem assim). Acredito sim na máxima que diz "na prática a teoria é outra". Quando vivenciamos as mesmas situações passamos a pensar igual aqueles que antes julgávamos errados. E aí o discurso muda, perde o sentido e agimos exatamente do mesmo jeito que tanto condenamos.
tentando mudar, ser menos impulsiva, brigar menos por bobagem. Mas é mais difícil do que se pensa ouvir (e admitir) que está sempre errada. Eu mesma, que já condenei tanto atitudes assim agora faço igual. E o mais engraçado é que os conselhos que dei passo a ouvir da boca de quem um dia os escutou.
tentando mudar, ser menos impulsiva, brigar menos por bobagem. Só que não é nada fácil gostar tanto de alguém que o sentimento que mais te domina é o ódio - mas tem como gostar e ao mesmo tempo odiar uma única pessoa? Tem! E é justamente quando esse ódio fala mais alto é que surgem as brigas.
Não sou nada fácil, tenho minhas toneladas de defeitos e por mais espantoso que possa parecer sou humana e não plástico: eu erro. E muito. Sou constituída dos meu erros, minha personalidade foi formada calcada neles. Erro e assumo, mas talvez por errar tanto já não consiga mas ver quando estou certa. E acerto muito também. São meus erros e acertos que me levaram a ser o que sou hoje. Gostem ou não...
É, tenho sim minhas toneladas de defeitos e outras tantas de qualidade. Não sou fácil de conviver, mas muito fácil de ser lida. Não consigo disfarçar meus medos e nem ao menos disfarço meu ódio. Pra quem me conhece sou mais clara que água... É fácil perceber o que se passa em minha alma, o que está escrito em meus olhos.
E de tão fácil de ser lida acabo me tornando difícil de ser compreendida. E aí entram aqueles que dão os conselhos mas não conseguem me compreender. É que para eles a clareza é carência, medo ou desespero. É frescura, drama, ciúmes... Quando na verdade é só uma forma limpa, pura, de transparecer tudo o que sou e sinto. Toda minha dor e acalanto. Todo meu ódio e amor.

É bem mais do que palavras...

- só um desabafo